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 Operação Hígia: PF diz que montante fraudado chega a R$ 36 milhões

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MensagemAssunto: Operação Hígia: PF diz que montante fraudado chega a R$ 36 milhões   Sab Jun 14, 2008 5:29 am

Operação Hígia: PF diz que montante fraudado chega a R$ 36 milhões



Em entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira (13), durante o andamento da Operação Hígia, o superintendente da PF no Rio Grande do Norte, Hélio Sant`Ana, disse que as investigações foram iniciadas em 2006, a partir da análise de documentos apreendidos durante Operação União, que na época investigou empresas que prestam serviços de segurança e locação de mão-de-obra no estado.

Segundo Sant`Ana, o pagamento das faturas mensais dos contratos ilicitamente celebrados equivale a R$ 2,4 milhões mensais, totalizando o montante de R$ 36 milhões durante o período investigado. O superintendente qualificou de quadrilha criminosa o grupo investigado. ``A PF conseguiu identificar nesse esquema criminoso fraude a certames licitatórios do governo estadual'', disse.

Por causa do segredo de justiça, a PF não revelou detalhes da investigação, mas informou que o esquema era realizado através de suborno pago por empresas para garantir a contratação em licitações fraudulentas e permenecer com os contratos através de renovações ilícitas. As empresas investigadas não tiveram o nome revelados pela PF.

A polícia afirma que o esquema era garantido mediante tráfico de influência. ``Os contratos eram superfaturados e as prorrogações foram ajustadas mediante pagamentos'', acrescentou Hélio Sant`Ana, ressaltando que a investigação ainda perdura. ``Faremos a análise do material que foi apreendido. Não temos ainda o valor exato do superfaturamento'', afirmou.

O delegado Caio Bezerra, chefe da investigação, explicou que alguns membros da quadrilha aproveitava a influência no governo para viabilizar a fraude. Um deles, que seria o encarregado de receber o pagamento para garantir o esquema (nome não foi revelado), foi flagrado pela PF com R$ 36 mil no apartamento no decorrer das investigações. A fotografia do dinheiro foi mostrada na coletiva.

``A diligência foi realizada logo depois que ele recebeu o dinheiro'', disse o delegado, ressaltando que todas açães foram autorizadas pela Justiça. ``A investigação é muito rica em termos de documentos'', acrescentou, informando que a PF teve acesso a banco de dados do governo durante a invetigação. Bezerra afirmou também que cada ``membro da quadrilha'' tinha uma função.

Os presos poderão responder pelos crimes de falsidade ideológica, peculato, corrupção, prevaricação, tráfico de influência, fraude à licitação, disepnsa indevida de licitação, patrocínio de interesse privado e prorrogação contratual indevida. As penas, isoladamente, variam de 3 meses a 12 anos de reclusão, podendo chegar ao máximo de 65 anos.

OPERAÇÃO

A Polícia Federal cumpriu nesta sexta 13 mandados de prisão e 42 buscas e apreensões no Rio Grande do Norte e na Paraíba durante a Operação Hígia, que investiga o desvio de verba pública e fraude de licitações em contratos de higienização hospitalar e locação de mão-de-obra no RN. Entre os presos está o filho da governadora Wilma de Faria, o ex-assessor parlamentar Lauro Maia.

Outras pessoas de influência no governo estadual também estão envolvidas como a coordenadora de Programação e Acompanhamento Orçamentário da Secretaria de Saúde, Maria Eleonora Lopes de Albuquerque Castim, esposa do secretário de Segurança, Carlos Castim; e o secretário adjunto de Esportes, João Henrique Alves Lins Bahia Neto. Segundo a PF, Wilma de Faria não é investigada.

Também tiveram a prisão decretada Anderson Miguel da Silva, Francenildo Rodrigues de Castro, Francisco Alves de Souza Filho, Herbert Florentino Gabriel, Jane Alves de Oliveira, Luciano de Souza, Marco Antônio França de Oliveira, Mauro Bezerra da Silva (mandado de João Pessoa), Rosa Maria de Apresentação Figueiredo Caldas Câmara e Ulisses Fernandes de Barros.

As prisões, todas temporárias por cinco dias, foram decretadas pelo juiz da 2ª Vara Federal, Mário Jambo. Sem revelar os nomes, a PF confirmou que 12 dos 13 mandados resultaram em prisões. A maioria foi cumprida no Rio Grande do Norte - na Paraíba foram apenas um mandado de prisão e dois de busca e apreensão. Veículos, computadores e documentos foram apreendidos na ação.

Em Natal, a operação foi deflagrada a partir das 6h30. Cerca de 190 policiais federais realizaram diligências em vários pontos da cidade como os apartamento de Lauro Maia e João Henrique Lins Bahia, ambos no Tirol. Também foi realizada busca e apreensão no prédio da Secretaria Estadual de Sa£de (Sesap), na avenida Deodoro da Fonseca, no Centro da cidade.


Fonte: Diário de Natal.

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